USO DO CELULAR – MAIOR RIGOR e Mudanças no CTB

USO DO CELULAR: O QUE MUDOU NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO
USO DO CELULAR: O QUE MUDOU NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO
USO DO CELULAR: O QUE MUDOU NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

As regras sobre o uso do celular ao volante ficaram mais rígidas com a alteração no Código de Trânsito. A mudança não é apenas sobre proibir ou permitir: ela diferencia o tipo de conduta e a gravidade da infração conforme a forma como o aparelho é utilizado. Entender essa distinção evita surpresas na multa e, mais importante, reduz riscos no trânsito.

O que exatamente mudou

Agora a legislação trata o uso do celular de maneira mais específica. Há duas classificações principais:

  • Infração de natureza média quando o motorista utiliza dispositivos que permitem a comunicação sem segurar o aparelho, por exemplo: chamadas realizadas por sistema Bluetooth do veículo, fone de ouvido (estéreo ou monaural) e equipamentos de viva-voz adequadamente instalados.
  • Infração de natureza gravíssima quando o motorista segura, manuseia ou movimenta o telefone na mão para falar, digitar mensagens, acessar aplicativos ou qualquer interação que implique segurar o aparelho durante a condução.

Por que essa distinção importa

Classificar a conduta como média ou gravíssima altera dois pontos práticos e importantes:

  • Valor da multa — infrações médias e gravíssimas têm valores distintos;
  • Pontuação na carteira — infrações gravíssimas normalmente resultam em mais pontos na carteira do que as médias, o que pode levar a suspensões em casos de acúmulo.

Multas e penalidades: números que você precisa saber

Na prática, a infração por uso indevido do celular pode gerar:

  • Infração média: multa de R$ 130,16 e pontuação correspondente;
  • Infração gravíssima: multa de R$ 293,47 e pontuação maior na carteira.

Além do valor da multa, é importante considerar a pontuação: uma infração média normalmente soma 4 pontos e uma infração gravíssima soma 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Isso significa que, em curto espaço de tempo, alguns registros podem levar à suspensão do direito de dirigir.

Exemplos práticos para saber quando é infração

  • Atendimento a chamada por meio de fone conectado ao celular ou sistema Bluetooth do carro: considerado mão livre e classificado como infração média quando existe apenas a operação por viva-voz.
  • Segurar o telefone para falar, digitar ou ler mensagens enquanto dirige: considerado manuseio e classificado como infração gravíssima.
  • Usar um fone com microfone e continuar segurando o aparelho: a presença do fone não elimina a infração se o celular estiver sendo manuseado.

Dicas para evitar multas e, principalmente, acidentes

  • Priorize a segurança: se é necessário escrever ou ler algo que demande atenção, pare em local seguro antes de usar o celular.
  • Configure o veículo previamente: associe o celular ao Bluetooth e ajuste contatos e aplicativos de navegação antes de partir.
  • Use assistentes de voz para comandos básicos, mas saiba que até comandos que requisitem pegar o aparelho podem ser interpretados como manuseio.
  • Evite multitarefas ao dirigir; dirigir exige atenção total ao ambiente rodoviário e aos outros usuários.

Como a fiscalização costuma aplicar a regra

A abordagem do agente de trânsito envolve observar a conduta do motorista. Se o agente flagrar o motorista segurando o aparelho ou teclando, caracterizará a infração gravíssima. Quando o motorista atende por meio de sistema mãos livres e não há manuseio do dispositivo, tende a ser classificada como infração média. Sempre que houver dúvida sobre a natureza da conduta, relatórios e imagens podem ser usados para comprovar o que ocorreu.

Pontos a considerar sobre interpretação

A letra da lei passou a refletir o princípio de distinguir a forma da conduta. O objetivo é penalizar de forma mais severa quem mantém comportamentos que claramente aumentam o risco de acidente, como digitar mensagens enquanto dirige. Serviços e tecnologias que realmente eliminem a necessidade de segurar o aparelho continuam a ser aceitos, desde que usados corretamente.

FAQ

Posso usar fone de ouvido enquanto dirijo?

Sim, desde que o uso não envolva segurar ou manusear o celular. Fones conectados ao aparelho ou ao sistema do veículo e que permitam comunicação sem o uso das mãos são aceitos, e a infração, quando houver irregularidade, tende a ser média.

O Bluetooth do carro é sempre considerado mão livre?

Sim, o uso do Bluetooth para realizar ou atender chamadas sem segurar o aparelho é considerado mão livre. A infração só se agrava se o condutor passar a segurar ou manusear o celular durante a condução.

E se eu usar o celular no semáforo ou esperando no carro?

Mesmo parado em semáforo, é recomendável evitar manusear o celular. A legislação foca em segurança; muitas fiscalizações consideram o contexto. Parar em local seguro, fora da via de rolamento, elimina dúvidas e previne infrações.

Qual a melhor prática para não ser multado e reduzir riscos?

O ideal é não utilizar o celular enquanto dirige. Quando necessário, pare em local seguro para usar o aparelho ou configure recursos de voz e Bluetooth antes de iniciar a viagem.

A penalidade financeira é a única consequência?

Não. Além da multa existem pontos na carteira e o risco de suspensão do direito de dirigir em casos de acúmulo. E o mais importante: o uso inadequado do celular aumenta substancialmente as chances de acidentes com ferimentos ou vítimas.

Conclusão

A distinção entre uso mãos livres e manuseio faz toda a diferença na classificação da infração. Mais do que evitar multas, a regra busca reduzir comportamentos perigosos no trânsito. Adotar práticas simples como configurar o Bluetooth antes de partir, usar assistentes de voz com parcimônia e, quando necessário, parar em local seguro para manipular o aparelho, protege você e as demais pessoas na via.

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